segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Impacto da pandemia na vida das mulheres e possíveis soluções

Da esquerda para a direita: Marta Freitas - ONG Arte e Movimento, Domitilia Trovoada -
Ass. Santomense de Mulheres Juristas, Jailça Lima - Instituto Nacional para a Igualdade e Equidade do Género

Foi o tema de um debate promovido pela rede das mulheres no âmbito da terceira quinzena da cidadania que decorre no país. Com uma plateia repleta de mulheres e alguns homens o debate teve dois momentos com as apresentações das oradoras Jailça Lima do INPG e Marta Freitas da ONG Arte em Movimento.

Segundo Célia Posser responsável da rede, a pandemia ainda continua “ a ser um mal que se deve procurar encontrar soluções. Devemos saber quais as suas consequências e fazer um diagnóstico. As consequências nós estamos a ver somente nesta perspectiva aqui na vida das mulheres do sector informar que são cerca de 64% e elas estão mais expostas, estão numa situação mais vulnerável. E nós não estamos a ver medidas claras públicas que estejam a tomar. Talvez haja mas não têm sido visíveis ou não têm tido resultado desejado. Por exemplo as mulheres continuam a vender na rua, as mulheres continuam a vender saldo na rua e sem máscaras. A informalidade está a aumentar. É preciso falar com essas mulheres, formá-las e sobretudo dignificar o seu trabalho”, disse Pósser

A oradora Marta Freitas é da opinião que todo trabalho que se tem vindo a fazer para empoderar as mulheres regrediu e “ é muito importante que actualmente as mulheres sejam colocadas em cargos de liderança e decisão, a nível de criação de leis, é importante uma vez que 50 % é feminino. Então porquê que ao nível de representação elas não podem estar nos lugares de tomadas de decisão? Eu acho que as pessoas têm noção da realidade, sabem que as mulheres saíram mais prejudicadas que o homem ao nível desta pandemia e é importante começar-se a trabalhar nessas medidas”, referiu

Os participantes todos reconheceram a situação e alguns são da opinião que as mulheres devem lutar mais pelos seus direitos e se apoiarem mutuamente.

“as mulheres têm que saber que são iguais aos homens, por isso têm de dar cara a sociedade. Existem mulheres que sofrem nos lares de forma discreta sem que os outros saibam. Elas devem se afirmar, se ajudar mutuamente. Além disso o governo deve dar mais atenção as mulheres. Elas sentem-se subjugadas e têm receios de falar para não perder a família”, disse Daniel Ramos.

Centro Cultural Brasil-STP palco do debate sobre os “Impacto da pandemia na vida das mulheres e possíveis soluções” promovido pela rede das mulheres.

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