Esta quarta-feira (02.06.2021), os membros da Rede da Sociedade Civil pela Boa Governação foram ouvidos em audiência pelo Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Comunicação Social e Novas Tecnologias.
quinta-feira, 3 de junho de 2021
ENCONTRO DO MINISTRO DA PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTRO COM A REDE DA SOCIEDADE CIVIL PARA A BOA GOVERNAÇÃO
segunda-feira, 3 de maio de 2021
Uma semana de reflexão para assinalar Dia Internacional da Liberdade de Imprensa
Na manhã de dia 3 decorre uma Jornada de Reflexão sobre o acesso às fontes de informação, o combate às notícias falsas e o jornalismo de investigação em São Tomé e Príncipe, que conta com a participação do Primeiro-Ministro, Jorge Bom Jesus. No mesmo dia serão apresentadas as bolsas de criação jornalística, promovidas pelo projecto "Sociedade Civil pela Transparência e Integridade".
As actividades decorrem no âmbito dos projectos "Mais Participação, Mais Cidadania" e "Sociedade Civil pela Transparência e Integridade", financiados pela União Europeia e pelo Camões, I.P.
Nos dias 5 e 6 de Maio a Rede dos Jornalistas e a Rede da Sociedade Civil pela Boa Governação promovem o diálogo com a Assembleia Nacional e com o Conselho de Ministro sobre o projeto de lei relacionado com o acesso à informação, procurando enfatizar a importância desta temática.
No dia 6 de Maio realizar-se-á, às 21h, um debate na TVS e na RNSTP sobre o acesso às fontes de informação.
As actividades decorrem no âmbito dos projectos "Mais Participação, Mais Cidadania" e "Sociedade Civil pela Transparência e Integridade", financiados pela União Europeia e pelo Camões, I.P.
BOLSAS DE CRIAÇÃO JORNALÍSTICA 2021
Trata-se de uma iniciativa que procura criar oportunidades de promover trabalhos sobre temas relacionados com a corrupção e impunidade.
Os trabalhos podem ser realizados individualmente ou em equipa. São elegíveis para esta bolsa propostas de trabalhos de reportagem escrita, áudio e vídeo, que respeitem os princípios éticos e deontológicos da cobertura jornalística, salvaguardando a integridade física e a privacidade das pessoas envolvidas, nos casos de cobertura de questões sensíveis, evitando a exploração de situações de vulnerabilidade e o sensacionalismo.
Cada candidato poderá concorrer a uma das três categorias: rádio, televisão e imprensa (incluindo imprensa digital).
Valor da bolsa por categoria:
Televisão – 37.000 STN
Rádio – 30.000 STN
Imprensa – 30.000 STN
Calendário
Período de submissão de candidaturas – até 11 de Junho de 2021
Selecção e divulgação dos resultados – 21 de Junho de 2021
Limite para a realização dos trabalhos – 31 de Agosto de 2021
As candidaturas devem ser submetidas mediante o preenchimento de um formulário obtido nas instalações da FONG-STP na Quinta de Santo António ou aqui. As candidaturas podem ser entregues na sede da FONG ou enviadas por email em baixo.
Para mais informações, contacte 00239 9972442 ou comunicacao.fong.stp@hotmail.com, ou dirija-se à nossa sede na Quinta de Santo António.
segunda-feira, 22 de março de 2021
Ilha do Príncipe foi palco de uma campanha de informação e sensibilização sobre a participação dos cidadãos no desenvolvimento
| Da esquerda para a direita: Presidente do Governo Regional do Príncipe, Filipe Nascimento, e Presidente da FONG, Cândido Rodrigues |
A campanha de informação e
sensibilização realizada pela Rede da Sociedade Civil para a Boa Governação
chega a ilha do Príncipe com apresentação de estudos como a Monitoria aos
projectos de Ajuda Pública ao Desenvolvimento no sector social entre 2012 e
2016, Condições de Monitoria da Governação Jurídica e Política em STP e um
relatório sobre o Processo orçamental a nível local e central em STP, além da
exibição de vídeo sobre os desafios do desenvolvimento do país tendo em conta a
situação da ajuda externa.
A comitiva aproveitou para fazer uma
exposição sobre obras públicas que mostra como é que as opções da governação interferem
na vida das pessoas.
O Presidente da FONG, Cândido Rodrigues,
na sessão de abertura, alertou aos presentes “que é muito importante e
necessário estarmos preocupados com o desenvolvimento do nosso país. É preciso
sabermos o que está a ser feito para darmos a nossa contribuição. E para isso,
precisamos estar informados, sensibilizados e disponíveis. Ainda temos muitas
dificuldades na obtenção de informações para os nossos trabalhos. E
aproveitamos para pedir aos nossos dirigentes para que facilitem o acesso à
informação para que a sociedade civil possa informar as pessoas para o
fortalecimento da cidadania no país”.
O Presidente do Governo Regional, Filipe
Nascimento, que presidiu a sessão de abertura, reconhece que “é com enorme
satisfação que acompanhamos essa atenção que a FONG vem dando à Região Autónoma
do Príncipe, nos colocando sempre na sua agenda. E isso nos faz sentir que
Príncipe não está fora do panorama das actividades da FONG, o que nos orgulha
imenso.”
Sobre a participação dos cidadãos no
desenvolvimento do país, Filipe Nascimento afirma que “enquanto cidadãos, a
FONG vem permitindo que tenhamos a oportunidade de participação na vida democrática
do país. A democracia não se esgota no acto eleitoral. A componente de
participação cívica contínua é muito importante. A FONG vem permitindo aos cidadãos
a possibilidade de vigiar as nossas acções enquanto governantes e gestores da
coisa pública. Mais de 90% do nosso orçamento provem da Ajuda Pública ao
Desenvolvimento. O papel que a sociedade civil tem feito, permite com transparência
a difusão de informações para que os cidadãos saibam de onde vêm os recursos e
como são geridos.”
O orçamento é o principal instrumento de governação e , por isso, “é importante que os cidadãos saibam a sua importância. Nós programamos as nossas acções através do orçamento, mas quando olharmos para a sua execução, nem sempre é bem conseguido como gostaríamos. Os cidadãos devem ter a ousadia de perguntar aos dirigentes a razão da fraca execução e das promessas que não são cumpridas. E nós enquanto dirigentes, temos que ter respostas para dar. É fundamental que haja esse processo de difusão de informação, para nós também sentirmos que a população está atenta. Mas também é preciso uma população curiosa em obter informações para aumentar a pressão nos dirigentes de fazer as coisas bem feitas e gerir bem aquilo que é de todos nós”, concluiu.
No painel do debate, varias vozes se
levantaram para falar da situação da Região Autónoma do Príncipe.
O deputado da Assembleia Legislativa Regional, Josias Umbelina, reclama que “na exposição, dizem que o hospital de Príncipe está concluído e precisa apenas de apetrecho. Esse hospital é uma vergonha para o Estado santomense. Já passaram vários governos e promessas atrás de promessas, mas tudo continua na mesma. Toda a ajuda que chega ao país devia ser bem distribuída a todo o país, mas ao Príncipe não chega quase nada. Tivemos um ano que aqui no Príncipe não se realizou nenhuma despesa de investimento. Basta ver a actual governação que já tem dois anos. O que foi feito aqui no Príncipe? O Príncipe não devia depender de boa vontade de alguns, quando a lei determina a distribuição justa de recursos a todos”.
Da esquerda para a direita: Presidente da Assembleia Legislativa Regional,
João Paulo Cassandra, e Presidente da FONG, Cândido Rodrigues
O Presidente da Assembleia Legislativa
Regional, João Paulo Cassandra, que presidiu a cerimónia do encerramento,
afirma que “o processo orçamental é complexo mas deve envolver todos para que
saibam com o quê podemos contar para o nosso desenvolvimento. Nós, na
Assembleia Regional, que temos a competência para aprovar o orçamento, vemos
números mas, muitas vezes, também não fomos escutados para darmos as nossas
contribuições. O povo que escolhe os dirigentes também deve ser ouvido. Para isso
precisamos de uma sociedade dinâmica e critica para poderem contribuir da
melhor maneira para a governação. Não será favor nenhum, os governantes darem
informações e ouvir os cidadãos. É um dever que têm para com a população e é um
direito que lhes assiste enquanto cidadãos”, pontuou.
Sobre os desafios da gestão de recursos
públicos pelo país, Cassandra concorda que “continuamos a ser um país de mãos
estendidas e quem nos dá precisa saber como é que estamos a gerir. Ainda somos
um país com muita gente a viver no limiar da pobreza pela má gestão dos recursos
que são colocados a nossa disposição, e isso descredibiliza o nosso país e nos
coloca numa posição difícil na captação de recursos externos”.
Esta acção foi organizada no âmbito dos
projectos Mais Participação, Mais Cidadania e Sociedade Civil pela
Transparência e Integridade, com o apoio da União Europeia e da Cooperação Portuguesa.
quinta-feira, 4 de março de 2021
Sociedade Civil capacitada em mecanismos de análise orçamental
Entre 25 de Fevereiro e 02 de Março, cerca de 20 membros das organizações da sociedade civil santomenses participaram numa acção de formação sobre mecanismos de análise orçamental, em São Tomé.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2021
A Rede da Sociedade Civil pela Boa Governação realiza campanha de sensibilização sobre a participação dos cidadãos na governação
No âmbito dos projectos Mais Participação, Mais Cidadania e Sociedade Civil pela Transparência e Integridade, a Rede da Sociedade Civil para a Boa Governação e as organizações parceiras dos projectos desenvolveram em São Tomé uma campanha de sensibilização e advocacia cujos principais públicos foram os líderes comunitários, Associações Comunitárias e as Autarquias Locais. A campanha percorreu todos os distritos do país, onde foram apresentados estudos como a Monitoria aos projectos de Ajuda Pública ao Desenvolvimento no sector social entre 2012 e 2016, Condições de Monitoria da Governação Jurídica e Política em STP e um relatório sobre o Processo orçamental a nível local e central em STP, além da exibição de vídeo sobre os desafios do desenvolvimento do país tendo em conta a situação da ajuda externa.
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
Estudo sobre as condições de monitoria da governação jurídica e política em São Tomé e Príncipe apresentado aos jornalistas
| Da esquerda para a direita: Kotia Menezes, uma das autoras do estudo, Juvenal Rodrigues, Pres. da Ass.de Jornalistas Santomenses, Domitilia Trovoada, Pres. da Ass. Santomense de Mulheres Juristas |
Na recta final da segunda Quinzena da Cidadania, a Biblioteca Nacional foi palco de um atelier sobre “ as condições da Monitoria da Governação Jurídica e Política em São Tomé e Príncipe”. A sessão que contou com uma fraca participação dos jornalistas foi dominada por uma forte plateia dos estudantes da comunicação da Universidade de São Tomé e Príncipe.
“Não poderíamos deixar de realizar esta actividade porque achamos muito importante e pertinente que os jornalistas e vocês estudantes tenham conhecimento sobre esta temática”, disse Domitilia Trovoada, Presidente da Associação Santomense de Mulheres Juristas.
“O trabalho dos profissionais da comunicação Social e já agora tendo em conta que temos uma turma de estudantes, é importante perceber o quão diverso é a nossa actividade e o nível de responsabilidade que temos na divulgação ao nosso público. Este trabalho de investigação nos ajuda a ter pistas para outras actividades como documentários, reportagens que possam contribuir para elucidar a opinião pública sobre a nossa governação em termos de controlo. O papel dos profissionais da comunicação social acima de tudo é controlar em certa medida a acção governativa. Somos mediadores no sentido que levados informações entre os decisores e governantes. Gostaria de pedir a compreensão e atenção a vocês estudantes sobretudo para que absorvam o máximo possível. Esta parceria suponho que é bastante positiva e não deve ficar restrita somente a Quinzena da Cidadania. É uma parceria que deve ter um seguimento mais informal e havendo este intercâmbio, nós os profissionais da comunicação social poderemos entrar em contacto com a associação das mulheres juristas mais vezes para saber o que têm feito e como podemos divulgar as acções deste grupo de mulheres em prol de uma sociedade melhor, “referiu Juvenal Rodrigues, presidente da Associação dos Jornalistas São-tomenses
O estudo elaborado pela Associação São-tomense de Mulheres Juristas, no quadro do projecto Sociedade Civil pela Transparência e Integridade, uma parceria da FONG e ACEP, foi apresentado pela jurista Kotia Menezes que mostrou aos participantes a necessidade de haver maior participação cívica.
“Trata-se de um estudo que veio fazer o levantamento do papel da Sociedade Civil na questão da Monitoria das Políticas Públicas. Também definimos os poderes que o nosso Estado tem. O estudo é importante porque trás para a sociedade civil aquilo que eles devem fazer ao nível da Monitoria da Governação. Quais são as fases, quais são os processos.., enfim. Dá todo mecanismo necessário para que os cidadãos procedam a esta monitoria. Isto, um cidadão atento, informado pode contribuir melhor para a sociedade em que está, para aquilo que nós chamamos de Estado de Direito Democrático que é a participação activa do cidadão na política pública do país”, referiu.
Kotia Menezes sublinhou também que a sociedade civil deve ser “mais activa, saber de que forma ela está a trabalhar para que todas as reivindicações feitas sejam elas sanadas ao nível das políticas públicas que devem ser implementadas para o bem da colectividade.
Os participantes aplaudiram a iniciativa e garantiram que saíram do encontro mais esclarecidos sobre a matéria.
“O atelier vem dar pistas de como controlar, fiscalizar, monitorizar as acções por parte dos governantes. E neste encontro precisamente serviu para abrir o horizonte, saber os canais e como processar estas informações”
“O estudo vem chamar a atenção para estarmos atentos e informados sobre todas as demandas que ronda a sociedade civil”
“O atelier é de extrema importância para a sociedade civil, na medida em que nos dá passos e os processos da governação do nosso país, saber como é que isso está. Para isso, temos que ser cidadãos activos, informados para termos vozes, para falarmos. Eu gostei de participar. Tanto eu como os meus colegas de curso gostamos deste atelier. E como aluno da Comunicação Social, espero que isso sirva de um exercício para minha carreira estudantil”.
No atelier estiveram presentes jornalistas, membros da sociedade civil organizada, estudantes universitários, entre outros.
Casamento entre associações cívicas e rádios Comunitárias na promoção da Cidadania
A segunda Quinzena da Cidadania promoveu no distrito de Lembá uma campanha cívica sobre a relação entre as Rádios Comunitárias e as associações cívicas na promoção da cidadania. No encontro que decorreu no Salão Paroquial das Neves tomaram parte representantes das associações juvenis e estudantis, militares e paramilitares, confissões religiosas, poder local, etc. A conversa aberta permitiu troca de experiências e recolha de contributos para a melhoria da participação cívica no distrito.
“Esta sessão de debate promovida pela FONG-STP é um meio caminho andado. Porque com isso, podemos falar das nossas experiências, falar das dificuldades encontradas e isto pode nos incentivar ainda mais a continuar a realizar actividades de exercício da cidadania. De certa forma procurar também aproximar a mídia”, explicou Sebastião Pires, responsável da rádio comunitária de Lembá.
“ O que falta em Lembá é um líder, pessoa com a mão firme. Tudo não está no dinheiro, é preciso fazer-se mais, contribuir mais. Temos que ter um espírito transformador, porque este distrito tem vários problemas”, disse Joana da Conceição.
“As coisas estão neste leve-leve aqui. Este debate é precisamente para isso, para falarmos e nos ajudarmos para que as coisas melhorem em Lembá. Quero parabenizar os esforços da direcção da rádio comunitária que apesar de poucos recursos tem se esforçado para levar a informação para a população. Mas é preciso que todos se esforcem”, sublinhou Vitorino Almeida de Santa Catarina.
“Eu gostaria que a rádio comunitária de Lembá nos desse informações sobre a Covid-19, ou seja, número de casos que o país tem, situação do distrito como vemos na televisão”, disse Severino da Graça de corpo de bombeiros de Lembá.
“ O distrito de Lembá deveria ter melhores condições ao nível da Comunicação Social. Somos o segundo distrito que mais contribui para a economia do país, mas mesmo assim estamos para trás. As associações cívicas devem ser pró-activas, organizarem-se bem para também exigir mais”, sublinhou Idumeu Lima, vereador da câmara de Lembá.
Na sua intervenção, o presidente da Associação dos Jornalistas São-tomenses referiu a necessidade de cada um contribuir para a resolução dos problemas da sua comunidade.
“Não podemos continuar com esta cultura de esperar que o governo faça tudo por nós. Por exemplo,uma torneira avaria numa localidade, os moradores não são capazes de contribuir para a sua reparação.É preciso que nós próprios tentemos resolver os problemas da nossa zona ou comunidade,” disse este responsável.
Juvenal Rodrigues apelou ainda aos representantes das associações cívicas que “trabalhem mais, que promovam acções no terreno e contactem as rádios comunitárias para a sua divulgação. É muito importante divulgarmos as acções cívicas. Podem por exemplo gravar com o telemóvel, tirar uns apontamentos e levarem as rádios para que seja disseminado, porque temos correspondente da Rádio Nacional aqui. A documentação é muito importante, por isso vocês devem registar as vossas acções no terreno. Pois daqui há alguns anos estes documentos, fotografias,poderão ser importantes para se fazer o historial da vossa organização.
O representante da FONG no acto referiu a necessidade das associações ter mais espaços de diálogo, mais espaço para participação.
“ Nós votamos e escolhemos os nossos governantes. Mas é necessário que o governo ou o poder local eleito abra espaço para participação de outras pessoas e organizações. Estamos a falar de líderes comunitários, associações locais, etc. Vocês aqui têm uma rádio que funciona muito bem. Nós estamos a falar de mecanismos que podem ser usados também pelo poder para incentivar esta participação “ disse Alexandro Cardoso
As recomendações saídas desta actividade estarão espelhadas num relatório que será depois submetido as forças do distrito.
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
“Juntos somos Poucos. É preciso que a FONG puxe mais pelas ONGs da Ilha do Príncipe”
Palavras do Presidente do Governo Regional durante o encontro que manteve esta segunda-feira, 23, com a equipa dos projectos Mais Participação, Mais Cidadania e Sociedade Civil pela Transparência e Integridade, que se encontram na região no âmbito da segunda Quinzena da Cidadania que decorre no país até dia 30.
Durante a audiência, os membros da equipa falaram um pouco sobre as actividades do projecto, da segunda Quinzena da Cidadania e o porquê da sua realização também na região Autónoma.
No uso da palavra o presidente do Governo Regional enalteceu o trabalho que a FONG-STP está a desenvolver no país. Filipe Nascimento disse que “juntos somos poucos. Por isso, é preciso que a FONG-STP puxe mais pelas ONGs da Ilha do Príncipe para que possamos melhorar os mecanismos de participação no país. E nós estamos disponíveis em apoiar. Quero-vos parabenizar pelo trabalho que têm feito e dizer que as Organizações da Sociedade Civil têm mais aceitação que os políticos.Vos encorajo a continuar e digo claramente que nós queremos fazer parte deste trabalho”, disse Filipe Nascimento.
A necessidade do Estado responder mais rapidamente à justiça na ilha do Príncipe, a falta de mais espaços de diálogo e participação das ONGs, campanhas de advocacia levadas a cabo pela Federação das Organizações Não Governamentais com o apoio dos seus parceiros e a monitoria aos orçamentos foram alguns dos assuntos aflorados neste encontro.
Em relação ao desafio lançado por Filipe Nascimento, o presidente da FONG-STP disse que “é uma mais-valia e por isso, a FONG estará comprometida com este desafio. Pois hoje se nós olharmos para o leque das nossas ONGs há poucas que são oriundas da ilha do Príncipe. E mesmo as poucas que existem quase todas estão adormecidas. Daí que há que juntar o útil ao agradável, todos juntos para que possamos reactivá-las e criar outras para melhorar a participação cívica contribuindo para o desenvolvimento da região e do país todo”.
Além deste encontro, a equipa realizou um seminário sobre “Os desafios da Participação Cívica e Política no Contexto Regional”, que teve como orador o presidente do Governo Regional, Filipe Nascimento, e onde foi apresentado o estudo sobre “Participação Política Económica e Social das mulheres São-tomenses”, bem como uma campanha cívica sobre abuso sexual dos menores.
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
Quinzena da Cidadania chega a Lembá para um dia dedicado aos direitos das crianças e jovens
O Salão Paroquial de Neves foi palco de um workshop subordinado ao tema “Crianças e jovens em situação de fragilidade antes e pós Covid”. Nesta actividade promovida no âmbito da Quinzena da Cidadania, tomaram parte cinquenta crianças e jovens de quinto e nono anos, professores e o poder local. O palco serviu para se debater a problemática da Covid-19 bem como as diversas formas de violência contra as crianças e jovens.
A procuradora do Ministério Público, Vera Cravid, através de linguagens simples e terra a terra, começou por explicar aos participantes a importância de se usar a máscara e se proteger da pandemia para depois introduzir questões ligadas aos abusos sexuais e maus tratos. “Não são os outros que vão nos salvar, nós é que temos de nos salvar. Se a mãe comprou máscara para mim então eu vou usá-la em todos os lados. Além disso, é preciso lavar sempre as mãos. Vocês precisam saber também que as crianças devem ajudar os pais em casa, mas não fazer trabalhos forçados como ir apanhar búzio sozinho desde manhã até a noite. Além disso, quero vos alertar para o abuso sexual. Vocês não podem deixar ninguém vos tocar, não devem receber nada na mão de pessoas estranhas. Não andem à frente do motoqueiro, sentem-se da parte de trás porque não se sabe quem é quem. E quando vocês forem abusados devem contar os pais, não podem sentir vergonha. E se for alguém familiar por favor conversem com o professor ou professora para se denunciar e resolver a situação”.
| Vera Cravid |
Os participantes aplaudiram a iniciativa e mostraram o que aprenderam:
“eu aprendi que é obrigatório usar máscara para não pegar a doença. A senhora falou também que não podemos autorizar pessoas a pegarem nosso corpo porque não sabemos quem é abusador”, disse Márcia Luís.
Joel da Fonseca aluno da nona classe disse que é importante “todos usarem a máscara para o bem do país. Aprendi também que não devemos receber coisas nas mãos de pessoas estranhas e também se alguém tocar o nosso corpo sem nossa autorização temos de queixar”, referiu.
Além de workshop a actividade em Lembá, o evento contemplou ainda a apresentação de um jogral sobre abuso sexual de menores promovido pelas crianças das fundações Novo Futuro e da Criança e Juventude.
“Para a fundação todas as actividades realizadas com crianças e para as crianças são muito importantes, porque é uma forma de nós transmitirmos os nossos conhecimentos e verificarmos aquilo que elas sentem para podermos actuar. Elas são crianças localizadas por pessoas ou instituição e nós fazemos o acompanhamento até as recebermos na fundação ou damos apoio se for o caso. Colhemos sempre algo com actividades desta natureza. Aqui por exemplo, vimos que é necessário se fazer mais trabalhos com os mais novos, porque o número de crianças que encontramos é incrível e elas estão motivadas por actividades desta natureza. Isso mostra que estão dispostas a aprender algo novo apesar de sentirem o isolamento,” explicou Dulce Gomes, presidente da Fundação Novo Futuro.
O vereador para a área social da autarquia de Lembá realçou na sua intervenção que toda a esperança em mudança do paradigma actual do distrito está depositada nas crianças e adolescentes.“É com estas crianças que vamos preparar um futuro melhor, vamos preparar a verdadeira mudança de mentalidade, uma cultura moderna para o distrito de Lembá. Capacidade económica somente não basta, é preciso a capacidade humana, ter uma riqueza da massa cinzenta”.
“História de Alguns de Nós” é uma exposição itinerante que esteve patente durante toda a actividade. São histórias contadas na primeira pessoa por várias crianças como o Abílio, um rapaz curioso que foi para a Fundação Novo Futuro com 11 anos e agora encontra-se na Universidade de Braga a concluir os seus estudos. Podemos ver também a história de vida da Marlena que vivia em Lucumi e foi para a Fundação à procura de melhores condições de vida. Das histórias retratadas nesta exposição, a história de Patrick, um menino vítima de abusos físicos é a mais fascinante. Narra a luta, a persistência e a esperança em dias melhores deste menino de 15 anos.






