O Inspector Geral do Trabalho, Tiny dos Ramos, fala da situação do trabalho infantil em São Tomé e Príncipe e aponta pistas para maior eficácia na luta contra essa realidade no país. Fala também do papel das famílias e da sociedade civil organizada na luta contra o trabalho infantil e explica as principais dificuldades nessa batalha que deve contar com os diferentes actores da sociedade.
Tiny dos Ramos: Para aquilo que vem definido em documentos legais, estamos a falar de certas acções ou práticas que envolvem uma criança que é individuo com menos de 18 anos. São actividades com benefícios económicos realizadas por um menor, não cumprindo os requisitos salvaguardados nas leis.
SCSTP: Há trabalho infantil em São Tomé e Príncipe?
TR: Sim. De uma maneira geral, podemos dizer que sim. Mas é um trabalho infantil que eu não me atreveria a falar de forma abusiva da sua existência com cifras, mas seria pecado dizer que não há trabalho infantil no país e está sobretudo no sector informal como a agricultura.
SCSTP: Quais são as piores formas de trabalho infantil no nosso país?
TR: O trabalho infantil está na agricultura, mas também na prostituição. São questões que não podemos definir com propriedade dada a transversalidade do problema. Não é uma situação excepcional. Por exemplo, dada a informalidade no sector agrícola, há pouco acompanhamento. Nos sectores onde há poucos mecanismos de controlo, vemos anomalias e situações constrangedoras para as crianças e o bem-estar da própria sociedade, pois põem em causa o desenvolvimento do país.
SCSTP: Porque motivo há trabalho infantil no país?
TR: Podemos inicialmente apontar a deterioração da situação económica com grande impacto no desenvolvimento social do país. Esta é a linha de base. Na medida em que a situação económica das famílias vai-se degradando, vão surgindo novas práticas e desafios para essas mesmas famílias. Como a célula principal da sociedade, a família estando exposta, esses efeitos negativos têm impactos maiores nas crianças.
SCSTP: Qual é a proposta da Inspecção de Trabalho para reverter a situação?
TR: Dada a sua transversalidade, a situação requer uma união dos esforços com responsabilidade partilhada. A sociedade deve ter um papel vigilante, sendo ela quem acompanha, assiste e aceita a realidade do trabalho infantil. Se a sociedade não aceitasse, essa prática não teria espaço para o seu crescimento e tornar realidade como é no nosso contexto. É ali onde se deve começar. A Inspecção, por si só, torna-se incapaz para dar respostas a toda essa situação. A Inspecção tem limitação no seu âmbito de actuação, tendo como princípio orientador as leis. E nessa matéria, só as leis não chegam. É preciso acompanhamento das situações. Às vezes detectamos situações de trabalho infantil, mas temos que recorrer a outras instituições para nos ajudar a resolver, como é o caso da Protecção Social. A educação também é um sector importante na luta contra trabalho infantil, uma vez que estando as crianças fora da escola, torna-se mais fácil estar nessa prática.
SCSTP: Há uma lei que proíbe o trabalho infantil. Qual é a dificuldade na aplicação dessa lei?
TR: A dificuldade está, na sua maioria, na conjugação de esforços. A informalidade que se vive no país e a situação da deterioração económica contribuem muito para que não se consiga aplicar essa lei na sua totalidade. Não é só termos uma lei e o poder político definir as regras que vamos lá chegar. É preciso um trabalho conjunto e bem estruturado, onde entra o poder político, a sociedade civil e as comunidades, capaz de exigir a cada família a assunção da sua responsabilidade com as suas crianças. Na verdade, nem tudo o que apontamos como trabalho infantil o é. Temos actividades nas famílias que são prejudiciais às crianças e assumimos isso como trabalho infantil.
SCSTP: A Inspecção do Trabalho tem trabalhado com as famílias e comunidades para a sua sensibilização?
TR: Honestamente, não. Nessa situação somos uma espécie de bombeiros. Quando há situações urgentes, somos chamados e ajudamos a resolver. Onde se tem feito algum trabalho nesse sentido é a Protecção Social que faz parte do mesmo ministério, que tem programas específicos de acompanhamento às famílias. Há programas na Protecção Social que apoiam mães carenciadas, justamente para evitar o trabalho infantil. É ali onde fazemos o acompanhamento. O problema não está na inspecção, mas sim no acompanhamento que é um papel bem diferente. E ali não é a inspecção que deve fazer.
SCSTP: Que dados existem sobre o trabalho infantil no país?
TR: Nós já chegamos a acompanhar vários casos de trabalho infantil, mas não temos registos de situações. Não temos dados. Um exemplo de trabalho infantil é quando as crianças participam do grupo de danças que são convidados para festas noturnas. E elas são remuneradas. É trabalho infantil, pois os pais consentem, a uma criança, uma prática remunerada que traz alguma satisfação para a família. Agora, não temos esses registos rigorosos para falarmos com propriedade de dados quantitativos sobre trabalho infantil no país.
SCSTP: Como é que o trabalho infantil está a ser discutido na agenda pública e política?
TR: O problema é discutido, mas não se organiza para enfrentá-lo. O problema continua e vai aumentando enquanto não o resolvermos de maneira definitiva. Essas situações vão evoluindo com o tempo e estamos parados a ver tudo acontecer. Para isso, é só fazer campanha de sensibilidade de uma semana ou spots na tv e rádio.
SCSTP: Quais são as consequências do trabalho infantil?
TR: Estamos a falar de muitas consequências. O próprio desenvolvimento vai estar em causa. Estamos a falar de gerações que vão estar limitadas. Estamos a falar de famílias que se vão desintegrando a cada dia, é a cultura que se vai perdendo, pessoas que não se formam, aumento de criminalidade e delinquência. Tudo negativo.
SCSTP: Os que defendem o trabalho infantil argumentam que é preferível uma criança trabalhando a ficar exposta a uma situação de rua. Como avalia esse tipo de discurso?
TR: Primeiro, é condenável e contestável qualquer tipo de trabalho infantil. Não sei em que condições uma pessoa defenderia trabalho infantil! O trabalho infantil não se defende e deve ser erradicado. Estamos a falar de um problema e não deve haver defensor desse problema. Não é bom que haja crianças na rua e não é bom que haja trabalho infantil. Estando na rua, uma criança estaria mais vulnerável a trabalho infantil.

Vă puteți recupera fostul partener și vă puteți rezolva problemele de infertilitate cu Dr. Reethesh. Când l-am întâlnit pe Dr. Reethesh, soțul meu divorțase de mine pentru că eram o femeie sterilă la 32 de ani și eram căsătorită de cinci ani. Am mers la multe spitale și toți medicii pe care i-am întâlnit îmi spuneau că nu voi mai putea naște. Doctorii îmi spuneau că sunt afectată de Chlamydia, Gonoree și Fibroame Uterine. Mă sfătuiau să merg la adopție. Am fost devastată și confuză ca femeie de vârsta mea. Am căutat ajutor online despre cum să-mi recuperez căsnicia, apoi l-am întâlnit pe Dr. Reethesh. La câteva săptămâni după ce l-am contactat pe Dr. Reethesh, fostul meu soț s-a întors acasă și m-a implorat să-l iert și să-l primesc înapoi după șase luni de divorț. L-am acceptat înapoi și apoi i-am spus Dr. Reethesh despre lipsa mea de fertilitate pentru ca el să mă ajute. El a făcut vraja pentru fertilitate. Am luat plantele pe care mi le-a trimis. Și după câteva luni de când am terminat plantele, am conceput. Soțul meu m-a lăsat însărcinată și am născut un fiu frumos. În prezent, sunt mama unui fiu frumos și sunt fericită în căsnicia mea. Toate acestea îi mulțumesc Dr. Reethesh și muncii sale minunate. Contactați-l pe Dr. Reethesh prin WhatsApp: +2349012999010. SAU prin e-mail: reethesh60@gmail.com
ResponderEliminar