sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Quinzena da Cidadania acolhe debate sobre o papel da Mulher no desenvolvimento do país

O workshop sobre o papel da mulher no desenvolvimento do país foi uma iniciativa da Plataforma de Direitos Humanos e Equidade de Género (PDHEG) no quadro da primeira Quinzena da Cidadania. 






























Edalina Sanches foi a oradora deste painel e trouxe à plateia vários dados desagregados sobre a situação da mulher no país. Sanches falou das desigualdades, fosso do género, mulher em determinados cargos e o porquê da persistência desta desigualdade entre homens e mulheres. Sanches deixou claro que é preciso criar “mecanismos legais, uma economia inteligente. O conceito de economia inteligente é um processo que visa não deixar ninguém para trás, ela nivela as condições de competitividade. É preciso que haja uma lei de paridade de género. A eleição das mulheres para o parlamento é uma estrutura de oportunidades. Além disso, temos que desmistificar, pois as mulheres acabam por ocupar na vida pública o trabalho que fazem em casa”. 

As mulheres estão no centro de tudo. E durante mais de três horas, mulheres de diversos quadrantes sociais participaram neste debate, cujo objectivo principal foi discutir a melhor forma de inserção da mulher no desenvolvimento do país. 

“Se a mulher é igual ao homem, então, ela não pode estar discriminada em tudo. As mulheres têm de tomar consciência do seu verdadeiro papel. Temos que saber valorizar-nos. Mais diálogo, mais informação. O país já deu alguns passos, mas é preciso aproveitar toda a evolução para melhorar a performance da mulher . Vamos lutar para um mundo mais igualitário”, disse Maria das Neves 


“Falta no país uma acção concreta virada para as mulheres que produzem, para elas terem acesso as informações, aos apoios, aos incentivos,” referiu Esperança Santiago. 

“É preciso haver maior solidariedade entre nós, as mulheres, é preciso estender a mão a uma mulher quando ela precisa e isso não se verifica no país. O lugar de mulher é onde ela quer, por isso temos que continuar a lutar” disse Beatriz Azevedo 

O governo tem dados passos para garantir maior inserção da mulher no desenvolvimento do país.” O representante do Ministro de Trabalho, Alcino Pinto, referiu na ocasião que o género feminino “está em nítida desvantagem. É verdade que o país tem vindo a desenvolver diversas actividades que contribuam para que o papel da mulher seja cada vez mais evidente e mais acarinhado. Várias leis foram revistas a favor da mulher para que elas ganhem por direito próprio espaços na condução dos destinos do país. Educação e Saúde a presença feminina tem uma marca inquestionável” 

O debate terminou, mas ficou a convicção e a promessa de haver doravante maior solidariedade entre as mulheres e que elas nunca deixem de lutar para que haja maior equilíbrio entre homens e mulheres em todas as esferas. 

Ainda no âmbito da Quinzena da Cidadania, o espaço da PDHEG acolheu uma conversa aberta sobre as mulheres. De forma franca e aberta, as mulheres debateram temas desde a violência doméstica, discriminação, falta de oportunidades e o empreendedorismo.

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