terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Casamento entre associações cívicas e rádios Comunitárias na promoção da Cidadania


A segunda Quinzena da Cidadania promoveu no distrito de Lembá uma campanha cívica sobre a relação entre as Rádios Comunitárias e as associações cívicas na promoção da cidadania. No encontro que decorreu no Salão Paroquial das Neves tomaram parte representantes das associações juvenis e estudantis, militares e paramilitares, confissões religiosas, poder local, etc. A conversa aberta permitiu troca de experiências e recolha de contributos para a melhoria da participação cívica no distrito.

“Esta sessão de debate promovida pela FONG-STP é um meio caminho andado. Porque com isso, podemos falar das nossas experiências, falar das dificuldades encontradas e isto pode nos incentivar ainda mais a continuar a realizar actividades de exercício da cidadania. De certa forma procurar também aproximar a mídia”, explicou Sebastião Pires, responsável da rádio comunitária de Lembá.

“ O que falta em Lembá é um líder, pessoa com a mão firme. Tudo não está no dinheiro, é preciso fazer-se mais, contribuir mais. Temos que ter um espírito transformador, porque este distrito tem vários problemas”, disse Joana da Conceição.

“As coisas estão neste leve-leve aqui. Este debate é precisamente para isso, para falarmos e nos ajudarmos para que as coisas melhorem em Lembá. Quero parabenizar os esforços da direcção da rádio comunitária que apesar de poucos recursos tem se esforçado para levar a informação para a população. Mas é preciso que todos se esforcem”, sublinhou Vitorino Almeida de Santa Catarina.

“Eu gostaria que a rádio comunitária de Lembá nos desse informações sobre a Covid-19, ou seja, número de casos que o país tem, situação do distrito como vemos na televisão”, disse Severino da Graça de corpo de bombeiros de Lembá.

“ O distrito de Lembá deveria ter melhores condições ao nível da Comunicação Social. Somos o segundo distrito que mais contribui para a economia do país, mas mesmo assim estamos para trás. As associações cívicas devem ser pró-activas, organizarem-se bem para também exigir mais”, sublinhou Idumeu Lima, vereador da câmara de Lembá.

Na sua intervenção, o presidente da Associação dos Jornalistas São-tomenses referiu a necessidade de cada um contribuir para a resolução dos problemas da sua comunidade.

“Não podemos continuar com esta cultura de esperar que o governo faça tudo por nós. Por exemplo,uma torneira avaria numa localidade, os moradores não são capazes de contribuir para a sua reparação.É preciso que nós próprios tentemos resolver os problemas da nossa zona ou comunidade,” disse este responsável.

Juvenal Rodrigues apelou ainda aos representantes das associações cívicas que “trabalhem mais, que promovam acções no terreno e contactem as rádios comunitárias para a sua divulgação. É muito importante divulgarmos as acções cívicas. Podem por exemplo gravar com o telemóvel, tirar uns apontamentos e levarem as rádios para que seja disseminado, porque temos correspondente da Rádio Nacional aqui. A documentação é muito importante, por isso vocês devem registar as vossas acções no terreno. Pois daqui há alguns anos estes documentos, fotografias,poderão ser importantes para se fazer o historial da vossa organização.

O representante da FONG no acto referiu a necessidade das associações ter mais espaços de diálogo, mais espaço para participação.

“ Nós votamos e escolhemos os nossos governantes. Mas é necessário que o governo ou o poder local eleito abra espaço para participação de outras pessoas e organizações. Estamos a falar de líderes comunitários, associações locais, etc. Vocês aqui têm uma rádio que funciona muito bem. Nós estamos a falar de mecanismos que podem ser usados também pelo poder para incentivar esta participação “ disse Alexandro Cardoso

As recomendações saídas desta actividade estarão espelhadas num relatório que será depois submetido as forças do distrito.

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