quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Seminário “Ajuda Pública ao Desenvolvimento em São Tomé e Príncipe: perspectivas e desafios”


PROGRAMA

Centro Cultural Português – São Tomé
31 de Janeiro de 2019

8:30
Recepção e registo
9:00
Notas Introdutórias

·         João D’Alva
Presidente da Federação das Organizações Não Governamentais em São Tomé e Príncipe (FONG-STP)
·         Fátima Proença
Presidente do Conselho Directivo da Associação para a Cooperação Entre os Povos (ACEP)
·         António Machado
Adido para a Cooperação, Embaixada de Portugal
9:30
Sessão 1 – Apresentação do projecto de relatório sobre os fluxos de cooperação para o desenvolvimento em São Tomé e Príncipe

Orador:

·         Mariam Masini e Eduardo Elba
FONG-STP

Moderador: Juvenal Rodrigues, Presidente Associação dos Jornalistas de STP

Debate
10:15
Pausa para café
10:45
Sessão 2 – Desafios de desenvolvimento dos Estados Insulares e perspectivas da Sociedade Civil

Oradores:

·         Armindo Gonzaga
Chefe de Departamento de Cooperação Bilateral,
Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades
·         Rogério Roque Amaro
Professor Associado Departamento de Economia Política, ISCTE - IUL

Moderadora: Rita Leote, Plataforma Portuguesa das ONGD

Debate
12:00
Encerramento

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

FONG e ACEP organizam acção de capacitação em jornalismo de investigação


Com o objectivo de fomentar a cultura de jornalismo de investigação em São Tomé e Príncipe, a FONG, em parceria com ACEP, organizou uma acção de formação destinada aos jornalistas de meios de comunicação públicos, privados e voluntários das rádios comunitárias em todo o país.

A acção aconteceu no Centro de Formação Profissional Brasil – São Tomé e Príncipe, entre 15 e 17 de Janeiro, e contou com a dinamização da jornalista do jornal português O Público, Ana Dias Cordeiro.
Sobre a formação, Ana Dias Cordeiro afirma que “começamos com uma introdução teórica sobre o jornalismo de investigação e depois um exercício de jornalismo de investigação como uma vertente prática da formação. Os jornalistas estavam muito empenhados em absorver novos conhecimentos, além de partilharem também as suas experiencias enquanto profissionais de comunicação”.

A prática do jornalismo de investigação contribui para o Estado de Direito e para o funcionamento da democracia, pois responsabiliza as instituições e pessoas com poder por aquilo que fazem. Ana Cordeiro acredita que “no jornalismo de investigação, o jornalista tem um papel de monitor. Informar de forma mais aprofundada possível sobre aquilo que os governantes estão a fazer. Os cidadãos precisam saber se os eleitos estão a fazer o que deve ser feito”. Este papel de “investigação às acções dos governantes é importante para que os cidadãos votem informados e com consciência”. 

Os meios de comunicação públicos devem fazer esse exercício de investigação se, realmente, quiserem prestar um bom serviço público. Só que quando estão sob tutela directa do poder, esse papel de monitor da governação é mais dificultado, pois a liberdade de trabalhar sobre assuntos relacionados com a governação é quase nula, sobretudo quando se trata de investigar as acções de pessoas que têm poder. 

Esta acção surge no quadro do projecto Sociedade Civil pelo Desenvolvimento. Uma parceria da FONG e ACEP, com apoios financeiros da União Europeia e da Cooperação Portuguesa.

Organizações da sociedade civil e instituições públicas capacitadas em protecção dos direitos das crianças

 Cerca de 30 membros das Organizações da Sociedade Civil e das instituições públicas, que actuam no domínio da infância em São Tomé e Príncipe, foram capacitados em matéria de promoção e protecção dos direitos das crianças. 

A formação foi facilitada por dois formadores, sendo um nacional e um expatriado vindo da Guiné-Bissau. Para Laudolino Medina, formador expatriado, ”foram três dias onde tivemos a oportunidade de partilhar conteúdos extremamente importantes no domínio da infância. Falamos dos dispositivos legais nacionais, regionais e internacionais que protegem as crianças e promovem um ambiente mais favorável para o seu desenvolvimento. Houve também partilha de experiências da realidade guineense e de São Tomé e Príncipe. O balanço é positivo. As organizações presentes tiveram uma boa participação”, pontuou. 


Medina entende que a melhor maneira das Organizações da Sociedade Civil e as instituições públicas contribuírem para um melhor ambiente para a infância em São Tomé e Príncipe é articulando entre elas. Justifica que “para que os pais cumprem as suas responsabilidades em relação aos seus filhos, o Estado terá de ser o guardião dos direitos das crianças e fazer valer o seu papel”. As organizações da sociedade civil que actuam no terreno terão um papel também importante na salvaguarda dos direitos das crianças, pois podem levantar as preocupações para que o Estado tome conhecimento da situação. 


A procuradora Vera Cravid, que também foi formadora nesta acção, afirma que “os pais de uma criança possuem um papel fundamental no desenvolvimento psicológico da criança, além de serem responsáveis pelo sustento, manutenção e a educação delas. Eles são os representantes legais das crianças porque as representa em todos os actos da vida corrente e toma as decisões mais importantes para a vida de uma criança”. 

A procuradora afirma ainda que “tanto o pai como a mãe têm obrigações de em comuns zelarem pela educação e o desenvolvimento da criança. A principal preocupação dos pais deve ser sempre o superior interesse da criança”, conclui. 

Esta acção aconteceu entre 15 e 17 de Janeiro e teve lugar no Centro de Formação Profissional Brasil-São Tomé e Príncipe. Surge no quadro do projecto Direitos das Crianças em São Tomé e Príncipe. Uma parceria da FONG, ACEP, ARCAR e Novo Futuro, com apoios financeiros da União Europeia e da Cooperação Portuguesa.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Nota de posicionamento sobre estudos de impacto ambiental para os blocos 5, 6, 11 e 12 na Zona Exclusiva de STP

Na sequência da organização dos workshops de consulta pública sobre os estudos de impacto ambiental para os programas de perfuração exploratória e de avaliação nos blocos 5, 6, 11 e 12 da nossa zona exclusiva, realizados em São Tomé e no Príncipe nos dias 28 e 30 de Novembro de 2018 respetivamente, pela Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP), as organizações da sociedade civil recomendam que:

I. De acordo com a legislação ambiental vigente em São Tomé e Príncipe, a Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP), como entidade governamental responsável, deve convocar outras reuniões de consulta pública para a avaliação de impacto ambiental dos programas de perfuração exploratória e de avaliação para cada bloco em separado.

II. A ANP-STP deve divulgar amplamente o período de consulta pública e o endereço internet para consulta dos estudos e informações nos órgãos de imprensa escrita e falada com maior impacto no país.

III. Antes da convocação da consulta pública, a ANP-STP deve publicar as instruções relativa aos estudos de impacto ambiental e os Termos de Referência que foram objecto de pré-avaliação pela entidade governamental responsável.

IV. Deve ser elaborado o relatório final das consultas públicas, contendo a participação registada, as respostas para cada questão suscitada pelos debates, exposições e reclamações com as respectivas respostas e conclusões.

V. O relatório deve incluir a lista dos participantes convidados para as audiências públicas que tenham algum interesse directo ou indirecto na actividade proposta nos termos da legislação ambiental.

VI. A entidade governamental responsável deve disponibilizar para a consulta do público interessado todos os processos relativos às avaliações do impacto ambiental realizados no sector.

VII. Finalmente, a ANP-STP deve considerar a contratação de especialista (s) para a revisão dos estudos de impacto ambiental e para a inspecção e fiscalização das actividades de monitoramento levadas a cabo pelas proponentes das actividades.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

"O MAIOR DESAFIO NA MONITORIA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS É O ACESSO À INFORMAÇÃO"

Jorge Matine, Investigador do Centro de Integridade Pública de Moçambique, fala sobre o papel e os desafios da sociedade civil na monitoria da Ajuda Pública ao Desenvolvimento, e como é que os governantes devem encarar a cultura de prestação de contas. Fala ainda sobre a importância de monitoria das políticas públicas pela sociedade civil enquanto um mecanismo de acompanhamento da governação em São Tomé e Príncipe.

Sociedade Civil STP: Quando falamos da ajuda pública ao desenvolvimento, estamos a falar de quê?

Jorge Matine: Estamos a falar dos recursos que o Estado mobiliza através dos seus parceiros de desenvolvimento, neste caso os doadores que são parceiros bilaterais e multilaterais. São países e organismos internacionais que colocam à disposição do Governo ou do Estado recursos que podem ser em forma de dinheiro, capacitação técnica, em forma de género, através do Orçamento Geral de Estado. 

SCSTP: Qual é a importância da monitoria para a sociedade civil enquanto um mecanismo de acompanhamento da governação?

JM: Todos os recursos que entram para o OGE visam satisfazer as necessidades da população, através de programas, projectos, seguindo alguma estratégia de luta contra a pobreza. É importante entender como é que esses recursos são utilizados. São recursos que o Governo recebe de doadores e recursos captados internamente, através de impostos e outro tipo de receita. É preciso que a sociedade civil perceba como é que a utilização desses recursos está alinhada com as prioridades do desenvolvimento. Normalmente, alguns recursos respondem a agendas globais de desenvolvimento, como por exemplo as metas do milénio. Mas também há recursos que devem estar alinhados com as prioridades do desenvolvimento local. Há outros indicadores que devem ser verificados na execução desses recursos, como a eficiência, eficácia e os resultados que se espera dessa execução. Esta avaliação visa entender qual é a arquitectura desses recursos, qual é a complexidade que esses recursos possam ter para a governação e qual é a ligação em relação às políticas públicas. É preciso também analisar a economia política a volta desses recursos. Significa ver o fundamento da aprovação desses recursos e como é que a aplicação dos recursos respondem às agendas do país. Por exemplo a agenda da expansão do Ensino Primário, a agenda Sistema de Saúde, a agenda da protecção do ambiente, a agenda do desenvolvimento do capital humano, agenda de melhoria de prestação de contas, etc. Através desses recursos, podemos ver qual o volume do dinheiro que recebe. 

Partindo da experiência de outros países, a sociedade civil pode seguir determinadas metodologias para monitorar recursos públicos. É importante conhecer os desafios que esse tipo de exercício traz para a sociedade civil e mapear as instituições que têm informações importantes para esse exercício. Esse trabalho implica revisão de literatura, identificação de fontes de informação, entrevistas, etc. 

Ago/Out18 - Boletins Sociedade Civil e NA IMPRENSA já disponíveis




Já está disponível para consulta a edição de Agosto a Outubro de 2018 do boletim informativo SOCIEDADE CIVIL STP. 

Neste boletim, destacamos o início do primeiro exercício de monitoria a Ajuda Pública ao Desenvolvimento que está a ser feito pela Rede da Sociedade Civil para a Boa Governação. De igual modo, é destacada a entrega do Parecer sobre a Conta Geral de Estado ao Parlamento pelo Tribunal de Contas. É também dado destaque nesta edição à entrevista a Jorge Matine, investigador do Centro de Integridade Pública de Moçambique, sobre os desafios da sociedade civil organizada na monitoria da Ajuda Pública ao Desenvolvimento.







Consulte a edição de Agosto a Outubro de 2018 do boletim digital NA IMPRENSA.

Trata-se de uma compilação de notícias publicadas em jornais online nacionais e internacionais, relacionadas com políticas públicas e boa governação em São Tomé e Príncipe.

Nesta edição, destacam-se seis grandes temas: Cooperação Bilateral e Multilateral, Gestão de Recursos Naturais, Governação, Investimento Estrangeiro, Investimento Público e Sociedade Civil.

NA IMPRENSA é uma ferramenta de trabalho para profissionais de organizações da sociedade civil, investigadores, decisores políticos e outros actores de desenvolvimento.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Sociedade Civil capacitada em Monitoria da Ajuda Pública ao Desenvolvimento


Cerca de 10 membros da Rede da Sociedade Civil para a Boa Governação foram capacitados em Monitoria da Ajuda Pública ao Desenvolvimento no final de Agosto. O ateliê de 5 dias permitiu aos participantes compreenderem a importância da Monitoria da Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) e o papel da Rede da Sociedade Civil para a Boa Governação na monitoria da cooperação para o desenvolvimento. 

A Ajuda Pública ao Desenvolvimento consiste na assistência técnica e financeira aos programas e projectos dos países em de desenvolvimento. Essa assistência é feita pelos organismos públicos ou privados com o objectivo de promover indicadores de desenvolvimento e direitos humanos no país a que os apoios se destinam. 

Para Jorge Matine, investigador do Centro de Integridade Pública de Moçambique, que ministrou a formação, é extremamente importante que a sociedade civil faça a monitoria da governação na medida em que ”todo dinheiro que entra no OGE visa satisfazer as necessidades da população. Então há necessidade de verificar se os interesses do povo, que motivaram a aprovação desse OGE, estão a ser observados no momento da execução e aplicação de verbas”. 

Esta acção também capacitou os participantes para que possam desenvolver identificar informação relevante, fontes de informação, informantes principais, ferramentas e estratégias relevantes que possam ajudar na elaboração de um relatório temático de monitoria da cooperação para o desenvolvimento. 

Com os conhecimentos adquiridos, a Rede da Sociedade Civil para a Boa Governação vai produzir um relatório sobre a Ajuda Pública ao Desenvolvimento. Trata-se de um primeiro exercício neste domínio em que a sociedade civil pretende perceber as entradas dos fluxos financeiros, quais os parceiros bilaterais e multilaterais que contribuem, os sectores afectos e as condições de execução dos apoios que chegam ao país.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Mai/Jul18 - Boletins Sociedade Civil e NA IMPRENSA já disponíveis






Já está disponível para consulta a edição de Maio a Julho 2018 do boletim informativo SOCIEDADE CIVIL STP.

Neste boletim, destacamos a apresentação pública do livro Mulheres de São Tomé e Príncipe que reúne histórias contadas na primeira pessoa. De igual modo, é destacado a realização do 12º Encontro das Fundações da CPLP em São Tomé. É também dado destaque nesta edição à entrevista a Victor Borges, Presidente da Fundação para e Desenvolvimento e Intercâmbios Internacionais de Cabo Verde, sobre a participação da sociedade civil no desenvolvimento.





Consulte a edição de Maio a Julho de 2018 do boletim digital NA IMPRENSA.

Trata-se de uma compilação de notícias publicadas em jornais online nacionais e internacionais, relacionadas com políticas públicas e boa governação em São Tomé e Príncipe.

Nesta edição, destacam-se seis grandes temas: Cooperação Bilateral e Multilateral, Gestão de Recursos Naturais, Governação, Investimento Estrangeiro, Investimento Público e Sociedade Civil.

NA IMPRENSA é uma ferramenta de trabalho para profissionais de organizações da sociedade civil, investigadores, decisores políticos e outros actores de desenvolvimento.

"AS DINÂMICAS LOCAIS DA SOCIEDADE CIVIL DEVEM SER APROVEITADAS”

O Presidente da Fundação para o Desenvolvimento e Intercâmbios Internacionais de Cabo Verde, Victor Borges, fala sobre a capacidade e os desafios da sociedade civil na implementação das políticas públicas e como é que esse actor deve organizar-se para o diálogo profícuo com o Governo. Fala também sobre a necessidade de um maior comprometimento e responsabilização dos líderes africanos perante as populações que os elegeram.

Sociedade Civil STP: Que diagnóstico faz da sociedade civil, nos PALOP, em termos da sua capacidade na implementação de políticas públicas? Quais os seus principais desafios?

Victor Borges: Para ser franco, eu não saberia fazer esse diagnóstico. Todavia, a minha impressão é que a sociedade civil tem progredido muito bem nos últimos anos, sobretudo a partir dos anos 90 com a introdução da democracia nos diferentes países. Isto permitiu criar espaço social, político e psicológico para a afirmação e o desenvolvimento das organizações da sociedade civil. Acredito também que entre os diferentes países, há experiências diferenciadas. Em alguns desses países, as organizações da sociedade civil estão muito mais desenvolvidas e ocuparam muito mais espaço na vida social, económica, política e cultural, noutros muito menos. Acredito que não há uma situação homogénea para todos os países.

SCSTP: Há muito trabalho a fazer para que os países estejam todos no mesmo patamar?

VB: Não sei se é um objectivo razoável que estejam no mesmo patamar. O que me parece bom, em todos esses países, é que as pessoas, as organizações de base, as organizações representativas da sociedade civil possam trabalhar para conquistar esse espaço e conquistar um sentimento de utilidade pública por parte das populações e das entidades públicas. 

SCSTP: Como é que vê a democracia nos PALOP? 

VB: Outra pergunta difícil. A situação é muito genérica e diferenciada que não é possível responder para todos os países. Tenho que ser honesto. O meu conhecimento sobre esses diferentes países não me permite falar com propriedade. Eu tenho ideias que me vêm de contactos com amigos, cidadãos, colegas de trabalho desses diferentes países. Acho que, em termos formais, todos esses países fizeram um avanço enorme criando regimes democráticos, consagrados em textos constitucionais. É um aspecto positivo que cria um ambiente de liberdade e dá as pessoas a sensação de que podem ser cidadãos livres. Tem havido eleições regulares nesses países, com excepção da Guiné-Bissau que tem conhecido uma evolução diferenciada por causa da instabilidade política que tem perturbado muito o funcionamento da democracia com golpes de estado. 

De uma forma geral, os países vão fazendo, com velocidades diferenciadas, esta caminhada para a democracia. Não podemos dizer que a democracia seja só ter uma constituição e realizar eleições. A democracia deve ser também uma forma diferente de fazer política, deve significar mais tolerância entre os actores políticos e sobretudo maior responsabilidade e comprometimento com os desafios das diferentes sociedades, sendo que, de entre esses desafios, a questão do desenvolvimento é fundamental. Porque as sociedades abraçaram o ideal da democracia também no pressuposto de que a democracia iria trazer mais desenvolvimento, a satisfação das necessidades básicas das pessoas e oportunidades para o crescimento pessoal e mais liberdade. Portanto, a democracia formal com as eleições, para ganhar ou reforçar a sua credibilidade, tem que poder responder às necessidades e às expectativas das populações. De outra forma, ela poderá rapidamente perder credibilidade, porque as pessoas vão se perguntar: de que me vale votar se na realidade os meus problemas não ficam resolvidos? Esta é uma interpelação para a sociedade e os actores políticos que deverão, em todos os países, em toda a África, se sentir muito mais comprometidos, responsáveis e responsabilizados perante as populações que os elegeram. 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Resultado do concurso de bolsas de criação jornalística 2018

Com o objectivo de criar oportunidades de promover trabalhos sobre temas relacionados com a boa governação, incluindo a gestão das finanças públicas e a gestão dos recursos naturais, a Federação das ONG em São Tomé e Príncipe (FONG-STP), em parceria com a Associação para a Cooperação Entre os Povos (ACEP), lançou um concurso para atribuição de três bolsas jornalísticas, distribuídas uma para cada seguinte categoria: Rádio, Televisão e Imprensa Escrita (incluindo Imprensa Digital).

Neste sentido, a FONG-STP vem por este meio divulgar o resultado do referido concurso de acordo com o seguinte quadro:

Categorias
Propostas vencedoras
Autor
Rádio
Participação das ONG no desenvolvimento
Josimar Afonso
Rádio
Governação local
Wakson Chaúl
Imprensa
Liberdade de imprensa e de expressão
Manuel Dendê
Imprensa
Gestão de recursos hídricos
Tâmara Águas

A FONG-STP agradece a todos que participaram neste concurso e encoraja a todos os colaboradores de meios de comunicação social em São Tomé e Príncipe a participarem no concurso do próximo ano.