Saiba como o "projecto integrado de Lembá", coordenado pela Irmã Lúcia, está a ajudar a melhorar a vida dos residentes naquele distrito. Irmã Lúcia aponta algumas iniciativas desenvolvidas pelas irmãs franciscanas de Lembá e mostra como o trabalho é frutífero em cooperação com o poder local.
Liberato Moniz, por sua vez, explica como a sociedade civil organizada pode participar no desenvolvimento local e como garantir essa participação quando não há abertura.
Saiba mais sintonizando a Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe pelas 18:00 desta quarta-feira, 12 de Novembro.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
terça-feira, 28 de outubro de 2014
FONG INFORMA
Esta emissão junta o Secretário Regional da Economia, Silvino Palmer a membro da Associação das Mulheres de Príncipe, Ana Maria Afonso, para debateram sobre o desenvolvimento da Região Autónoma do Príncipe e o contributo da sociedade civil organizada nesse processo. Ficou patente que há abertura do Governo Regional para a participação das Organizações da Sociedade Civil (OSC) nesse processo, mas as ONG no Príncipe contribuem pouco, embora se tenha registado alguma presença da sociedade civil nalguns projectos de desenvolvimento.
Ouça o debate esta quarta-feira, 29 de Outubro, na Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe, às 18h00, ou consulte aqui.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
“A Sociedade civil deve lutar para obrigar o Governo a prestar e garantir que os detentores de cargos políticos continuem a obedecer as regras do jogo “
O Padre Miguel Gomes explica como é que a sociedade civil se deve organizar e posicionar-se perante o fenómeno “banho”. Fala ainda sobre os mecanismos que estão disponíveis para que a sociedade civil exija dos governantes prestação de contas e consolide a democracia.
Sociedade Civil STP: O que é a sociedade civil?
Padre Miguel Gomes: É muito difícil dar uma definição linear da sociedade civil. Mas podemos dizer que é um conjunto de instituições não-governamentais nacionais. Primeiramente têm que ser nacionais e não internacionais. São organizações que têm poder bastante para contrabalançar o Estado. E dentre outros objectivos que têm, visam persuadir o Estado a se tornar o único guardião da paz e dos interesses gerais do povo. Esse conjunto de organizações deve ser parceiro do Estado no desenvolvimento socioeconómico. Mas também podemos dize
r que a sociedade civil tem a ver com presenças de cidadãos agindo de forma colectiva em diversas áreas da vida quotidiana. Essas áreas podem ser cívicas, religiosas, culturais, artísticas, sindicais, associativas e voluntárias que formalizam os movimentos sociais. Aí podemos encontrar igrejas, clubes, associações, ONG’s, etc… Tudo isso junto vão trabalhar para a construção de uma sociedade melhor. Ainda podemos dizer que a sociedade civil é o lugar de lutas sociais, onde se conjugam exclusão e inclusão social. Luta pela hegemonia e resistência, confrontação de formas e etiquetagem bem como de representação social local e global, no passado, presente e futuro da vida de um cidadão.
SCSTP: Como é que um cidadão se deve posicionar perante o fenómeno “banho” nas eleições?
Pe. Miguel: Claro que a posição de um verdadeiro cidadão, aquele que está activo, tem que ser um não categórico ao “banho”. Quando eu digo não categórico, não é receber e depois votar em quem quiser. Eu acho que nós temos que ir muito além disso. O que eu proponho é que todos os cidadãos santomenses, ao receber “banho”, os envelopes ou as caixas ou de outras formas, tenham a coragem de devolver. Eu até iria muito mais longe. Que fossem corajosos de ir a comunicação social e denunciar esse fenómeno. Porque nós constatámos que as pessoas recebem e pela pobreza acham que podem receber e votar em quem quiser. Eu acho que não devia ser assim. Que tenhamos a coragem de devolver o conteúdo do banho ao partido político ou às associações ou a casa até da própria pessoa que teve a coragem de nos dar esse “banho”. Porque o que acontece é que muitas vezes nós recebemos, mas a consciência fica, porque eu recebi, querendo ou não eu sou influenciado. Mas se o cidadão que recebe o “banho” tiver a coragem que devolver ou até de denunciar os próprios corruptores não terão mais a coragem de dar. Mas isso tem que ser uma acção social, uma mentalidade que deve ser nacional. E não nos deixar influenciar, não nos deixar perder a nossa própria dignidade recebendo nada. Porque quem dá o "banho" não dá nem um terço daquilo que possui. Então temos que ter essa coragem de não só não receber mas também de denunciar.
Sociedade Civil STP: O que é a sociedade civil?
Padre Miguel Gomes: É muito difícil dar uma definição linear da sociedade civil. Mas podemos dizer que é um conjunto de instituições não-governamentais nacionais. Primeiramente têm que ser nacionais e não internacionais. São organizações que têm poder bastante para contrabalançar o Estado. E dentre outros objectivos que têm, visam persuadir o Estado a se tornar o único guardião da paz e dos interesses gerais do povo. Esse conjunto de organizações deve ser parceiro do Estado no desenvolvimento socioeconómico. Mas também podemos dize
r que a sociedade civil tem a ver com presenças de cidadãos agindo de forma colectiva em diversas áreas da vida quotidiana. Essas áreas podem ser cívicas, religiosas, culturais, artísticas, sindicais, associativas e voluntárias que formalizam os movimentos sociais. Aí podemos encontrar igrejas, clubes, associações, ONG’s, etc… Tudo isso junto vão trabalhar para a construção de uma sociedade melhor. Ainda podemos dizer que a sociedade civil é o lugar de lutas sociais, onde se conjugam exclusão e inclusão social. Luta pela hegemonia e resistência, confrontação de formas e etiquetagem bem como de representação social local e global, no passado, presente e futuro da vida de um cidadão.
SCSTP: Como é que um cidadão se deve posicionar perante o fenómeno “banho” nas eleições?
Pe. Miguel: Claro que a posição de um verdadeiro cidadão, aquele que está activo, tem que ser um não categórico ao “banho”. Quando eu digo não categórico, não é receber e depois votar em quem quiser. Eu acho que nós temos que ir muito além disso. O que eu proponho é que todos os cidadãos santomenses, ao receber “banho”, os envelopes ou as caixas ou de outras formas, tenham a coragem de devolver. Eu até iria muito mais longe. Que fossem corajosos de ir a comunicação social e denunciar esse fenómeno. Porque nós constatámos que as pessoas recebem e pela pobreza acham que podem receber e votar em quem quiser. Eu acho que não devia ser assim. Que tenhamos a coragem de devolver o conteúdo do banho ao partido político ou às associações ou a casa até da própria pessoa que teve a coragem de nos dar esse “banho”. Porque o que acontece é que muitas vezes nós recebemos, mas a consciência fica, porque eu recebi, querendo ou não eu sou influenciado. Mas se o cidadão que recebe o “banho” tiver a coragem que devolver ou até de denunciar os próprios corruptores não terão mais a coragem de dar. Mas isso tem que ser uma acção social, uma mentalidade que deve ser nacional. E não nos deixar influenciar, não nos deixar perder a nossa própria dignidade recebendo nada. Porque quem dá o "banho" não dá nem um terço daquilo que possui. Então temos que ter essa coragem de não só não receber mas também de denunciar.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Boletins NA IMPRENSA e Sociedade Civil STP
de Julho/Setembro 2014 já disponíveis
Consulte a edição de Julho/Setembro de 2014 do boletim digital NA IMPRENSA. Trata-se de uma compilação de notícias publicadas em jornais online nacionais e internacionais, relacionadas com políticas públicas e boa governação em São Tomé e Príncipe.
Nesta edição, destacam-se seis grandes temas: Cooperação Bilateral e Multilateral, Gestão de Recursos Naturais, Governação, Investimento Estrangeiro, Investimento Público e Sociedade Civil.
NA IMPRENSA é uma ferramenta de trabalho para profissionais de organizações da sociedade civil, investigadores, decisores políticos, entre outros actores de Desenvolvimento.
Também já está disponível para consulta a edição de Julho/Setembro de 2014 do boletim informativo SOCIEDADE CIVIL STP, que reúne um conjunto de notícias sobre as actividades do projecto, desenvolvidas nos últimos três meses. Neste boletim, destacamos a entrevista ao Padre Miguel Gomes que dinamizou um seminário sobre o papel da sociedade civil nas eleições democráticas, a apresentação do estudo Sociedade Civil, Comunicação e Advocacia em São Tomé e Príncipe, a capacitação dos futuros radialistas da Rádio Comunitária de Porto Alegre, e a missão da FONG-STP à Região Autónoma do Príncipe com vista a melhorar a articulação entre as Organizações da Sociedade Civil do Príncipe e a FONG-STP.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Sociedade Civil, Comunicação e Advocacia em S.Tomé e Príncipe
Esta é uma reportagem sobre a apresentação do estudo "Sociedade Civil, Comunicação e Advocacia em São Tomé e Príncipe" e foi emitida no telejornal do dia 12 de Agosto de 2014 na Televisão Santomense.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Mais uma ferramenta de trabalho de monitoria para ONG
Orçamento e Direitos das Crianças é um guia de apoio no trabalho de advocacia pelos direitos das crianças. Trata-se da segunda brochura traduzida no âmbito deste projecto e constitui-se numa ferramenta de trabalho ao serviço das Organizações da Sociedade Civil (OSC) santomenses que proporciona algumas estratégias para o trabalho de advocacia. Este guia apresenta os passos necessários para monitorar a acção do Governo, através da monitoria do Orçamento de Estado numa perspectiva da promoção e protecção dos Direitos das Crianças.
Esta ferramenta sugere que se envolva os media nos trabalhos de advocacia para que a informação produzida tenha impacto.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Apresentado primeiro estudo do projecto Sociedade Civil pelo Desenvolvimento na cidade de S.Tomé
O estudo “Sociedade Civil, Comunicação e Advocacia em São Tomé e Príncipe” foi apresentado ontem, 12 de Agosto, pelas 15 horas, no Centro Cultural Português.

A apresentação contou com o director da Televisão Santomense, Juvenal Rodrigues, que salientou que este é o primeiro “documento do género do país” e recomendou uma leitura atenta particularmente aos jornalistas. Terminou a sua intervenção apelando a um “jornalismo com rosto mais humano”.
Presidente da 5ª Comissão Especializada, António Ramos, considerou o livro extremamente importante para São Tomé e Príncipe, visto que “abre um espaço de debate sobre as opções para o país”.
Olívio Diogo, representante da Rede da Sociedade Civil para a Boa Governação e também colaborador no estudo, qualificou o mesmo de “oportuno, necessário e provocatório”. “Temos que entender que tudo o que é coisa pública faz parte de nós”, no entanto, “nós fomo-nos abstendo da nossa participação”, observou.
O debate foi bastante participado, tendo sido levantadas questões como: as vantagens de uma parceria entre a sociedade civil e os media, parceria esta geradora de dinâmicas de fortalecimento mútuo; como pode a sociedade civil fortalecer a sua capacidade de influenciar as políticas públicas num contexto de proliferação de ONG; a independência dos media e se estes servem o interesse público.
A apresentação contou com o director da Televisão Santomense, Juvenal Rodrigues, que salientou que este é o primeiro “documento do género do país” e recomendou uma leitura atenta particularmente aos jornalistas. Terminou a sua intervenção apelando a um “jornalismo com rosto mais humano”.
Presidente da 5ª Comissão Especializada, António Ramos, considerou o livro extremamente importante para São Tomé e Príncipe, visto que “abre um espaço de debate sobre as opções para o país”.
O debate foi bastante participado, tendo sido levantadas questões como: as vantagens de uma parceria entre a sociedade civil e os media, parceria esta geradora de dinâmicas de fortalecimento mútuo; como pode a sociedade civil fortalecer a sua capacidade de influenciar as políticas públicas num contexto de proliferação de ONG; a independência dos media e se estes servem o interesse público.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Estudo “Sociedade Civil, Comunicação e Advocacia em São Tomé e Príncipe” esta terça-feira 12 de Agosto
A Federação das ONG em São Tomé e Príncipe (FONG-STP) e a Associação para a Cooperação Entre os Povos (ACEP) convidam as pessoas interessadas à apresentação pública do estudo “SOCIEDADE CIVIL, COMUNICAÇÃO E ADVOCACIA EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE” que terá lugar na próxima terça-feira, dia 12 de Agosto, pelas 15:00, no Centro Cultural Português, na cidade de São Tomé.
Trata-se do primeiro estudo elaborado no âmbito deste projecto e pretende dar um contributo para reflectir sobre o estado actual das organizações da sociedade civil santomense e apontar pistas para melhorar as suas capacidades de monitoria e de comunicação com a sociedade, ao mesmo tempo que analisa o trabalho desenvolvido pela FONG-STP ao longo dos últimos anos.
A apresentação estará a cargo do jornalista, Juvenal Rodrigues, do deputado e presidente da Comissão dos Direitos Humanos, Géneros e Cidadania da Assembleia Nacional, António Ramos, e de um representante da Rede da Sociedade Civil para a Boa Governação (RESCBOGOV).
Para mais informações sobre o estudo, consulte o índice aqui
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Sociedade civil santomense debate sobre o seu papel nas eleições
O papel da sociedade civil nas eleições democráticas foi o tema de um seminário realizado a 6 e 7 de Agosto no Centro Cultural Português, na cidade de S.Tomé. Olinto Daio e Miguel Gomes, os dois oradores do seminário explicaram, durante dois dias, qual deve ser a postura da sociedade civil em geral no período eleitoral.
Olinto Daio debruçou-se quanto a ele sobre o que são e para que servem comunidades epistémicas. Rede de profissionais com conhecimentos especializados, estas comunidades ajudam a identificar problemas sociais, económicos e políticos, produzem conhecimentos, e dessa forma, podem contribuir para a definição da agenda política bem como influenciar escolhas estratégicas. Olinto apelou ainda aos cidadãos para ‘’agir entre as eleições’’, isto é, exigir prestação de contas aos governantes e não se limitar apenas pela participação no acto eleitoral.
Valter Carvalho, membro da Associação dos Jovens Empresários e de Iniciativas Empresariais (AJEIE), destacou a pertinência desta acção “estando no período eleitoral”.
Um estudante de Sociologia, Leandro Lavres, aponta a importância de se falar dessa temática tendo em conta que se avinham as eleições, pois permite que as pessoas estejam mais informadas e levem essas informações às outras para que saibam como proceder para que os seus direitos de cidadania sejam assegurados. Leandro Lavres acrescenta ainda que é “necessário esse tipo de debates sobre a cidadania e a gestão do poder para que se evolua a maneira como os políticos vêem o povo”.
Este Seminário é umas das iniciativas de capacitação promovidas pela Federação das ONG em São Tomé e Príncipe (FONG-STP) em parceria com a Associação para a Cooperação entre os Povos (ACEP) no quadro do projecto Sociedade Civil pelo Desenvolvimento – Comunicação, Capacitação e Advocacia, com o apoio financeiro da União Europeia e Camões - Instituto da Cooperação e da Língua.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Futuros colaboradores da Rádio Comunitária de Porto Alegre capacitados em jornalismo radiofónico
Doze futuros colaboradores/voluntários
da Rádio Comunitária de Porto Alegre receberam certificados pela
participação numa acção de capacitação em técnicas de jornalismo radiofónico
que aconteceu entre 28 de Julho e 1 de Agosto na Escola Básica de Porto Alegre.
Trata-se de uma acção conjunta entre a FONG-STP e a ACEP com o financiamento do
UNICEF e surge no quadro do projecto Sociedade Civil pelo Desenvolvimento.
Os jovens de Porto Alegre,
Malanza e Ponta Baleia, agora formados, irão assegurar o funcionamento da emissora
que foi baptizada de Rádio Yógo pelos moradores locais. Os formandos entendem
que esta formação não é suficiente mas de extrema importância, pois representa
um primeiro passo para muitos em técnicas de rádio. ‘’Com os conhecimentos aqui adquiridos, podemos dar início aos trabalhos
de rádio, mas ainda não podemos dizer que estamos totalmente capacitados. Tivemos
uma formação teórica sobre o jornalismo radiofónico e seria importante que tivéssemos
a parte técnica’’, conclui Euclander da Costa que falou em nome dos colegas.
Durante cinco dias, Silvério
Amorim, jornalista sénior da Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe, falou,
entre outros temas, sobre escrita jornalística, teorias e técnicas da notícia,
fontes de informação e afirma que os formandos aprenderam e estão preparados
para conduzir os destinos da Rádio Comunitária de Porto Alegre. No final, o
apelo é ‘’que os formandos façam valer o
certificado, lendo constantemente, porque a formação de rádio é contínua’’,
disse Silvério Amorim.
A FONG-STP perspectiva que a Rádio
entre em funcionamento em Outubro. Mas antes disso, os voluntários da Rádio
Yógo vão beneficiar de uma segunda formação, esta em técnicas de manuseamento
dos equipamentos. Está também na agenda um intercâmbio com a Rádio Tlachá em
Neves.
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